quinta-feira, 31 de outubro de 2013

CONSCIÊNCIA VITAL OU MORTAL?

É possível, contemplar um caminho convencionado por noções diversas, e concluir com convicção que morte ocorre pela falta de vida. No entanto, surge um novo problema: o que é vida? Como compreender a complexidade do questionamento: se existe vida após o fenômeno do nascimento? Ou, estamos realmente vivendo, somente pelo fato de estarmos condicionado ao nascimento? O que realmente nasce e o que é que a morte extingue? Quais as características dos “seres viventes” que os diferencia dos supostos “não-viventes”? Consciência e mente deveriam ser pontos de observações decisivas nessa diferenciação. No entanto, foi inspirado um suposto convencimento que a matéria, é considerada privada de vida, neste contexto, como os pensadores a relacionam no contexto da produção de vida consciente? Há de se destacar que as subpartículas se fazem presentes, da mesma forma, em elementos inanimados como a água, em uma barra de ferro, como também nos elementos animados (seres condicionados vivos) em qualquer tipo de vegetal ou animal, inclusive e principalmente no Homo sapiens sapiens. Por que é difícil entender os complexos processos eletroquímicos do cérebro do homem, com seus mais de cem bilhões de neurônios, no contexto de produção do fenômeno consciência? Então novamente questiona-se, o que se concebe como consciência e o que se entende como mente? É possível concluir que a manifestação consciente deveria ou é o próprio cérebro, já que este fenômeno é produzido por ele ou transcende dele, sem levar em consideração todas as partículas físicas?
Desde que o cérebro encontrou mecanismo para examinar e tecer conclusões do “cérebro”, um questionamento é incessantemente feito e respondido pelo ser duplamente sábio: qual a possibilidade de existir, uma diversificada forma ou não de consciência após o desencadear do fenômeno morte do corpo físico? No contexto dos estudos da neurociência, não se alcançou até o momento, nenhuma resposta plausível para esse humano questionamento. Porém, é curioso observar que não se tem nenhum vestígio que comprove, como também que não o confirme. Ou seja, é considerado por alguns pensadores que a “consciência se baseia nos fenômenos quânticos que ocorrem nos microtúbulos, componentes dos neurônios”.
Até este momento, não se conseguiu chegar a um consenso plausível, tão pouco na confecção de um rol de parâmetros que consigam de forma convicta, classificar o que se busca entender como seja um ser vivo. No entanto, já se considera no universo científico a possibilidade de considerar que o que pode se denominar de vida, está vinculado no plano subatômico sendo que o próprio quantum poderia ser a unidade fundamental da consciência. Diante dessa complexa interpretação e recepção da racionalização de vida desenvolvida pelos homens, se vincula num contexto abstrato de necessidade, no que tange a existência de um ser divino sobrenatural, como Vida e Consciência que estão propagadas por todos os lugares do Universo e lugares ainda não contemplados.  
Na contemporaneidade a Ciência da Biologia conceitua essência vital como aquela entidade que desenvolve a capacidade de constante metamorfose e de se reproduzir constantemente. Algumas doutrinas utilizam o termo científico autopoiese ou auto-criação. A fascinante autopoiese se tipifica como um mecanismo organizado sistêmico, onde os sistemas, em um contexto uno criam e conservam a força e ação de seus íntimos  componentes. Cria-se então a racionalização que o planeta em que vivemos se tipificaria como uma essência viva e auto-organizada, em constante metamorfose.
No que se releva pelas tradições sócios-religiosas, a noção de vida ultrapassa a sua essência física. A entidade vital é algo que transcende corpo físico e que num suposto momento condiciona-se a “habitá-lo”, ou seja, a dar-lhe vida. No contexto da medicina chinesa é ensinado que a essência vital origina-se no momento que o “imaterial” se vincula intimamente ao material. Para a Ciência da Psicologia Analítica, o ser humano contém diversas coisas que nunca conquistou por si mesmo, mas que recebeu como herança de seus ancestrais. Ao nascer, o Homo sapiens sapiens supostamente carregaria uma espécie de esquema já definido de seu ser, seja como indivíduo ou no contexto característico de espécie humana. Expressa-se com convicção que o estado da consciência não se origina independente, mas emerge das profundezas desconhecidas, acorda gradativamente emanando do extremo estado do sono, da sua condição transcendente de inconsciência.
Se fundando na noção científica contemporânea de que não se concebe uma racionalização de um corpo individual condicionados aos limites do espaço. Eis, que todos os corpos são por natureza, interdependentes. Ou seja, um conjunto de ações e reações viventes vinculados, onde a entidade vida e o estado de consciência se concebem a partir de diversificadas maneiras, ocultadas no universo quântico. Forma-se então uma plausibilidade, que a essência vital é uma propriedade do Universo em geral, vinculada a todos e a tudo. Considerando, que a entidade vida é Una, ou seja, um acontecimento que está submerso na totalidade da manifestação. Chega-se a uma plausível conclusão, que para que algo morra existe a necessidade que tudo morra.
Diante destas explicações, se observa uma reflexão que resumem o contexto da vida e morte na Rede da Vida vislumbrada na psicologia junguiana, que cita que a morte de qualquer ser humano diminui qualquer homem, porque não importa se sou eu, você ou outrem, eis, que todos estão associados na humanidade. Neste contexto esta filosofia estabeleceu como ponto comum o homem. No entanto se ela fosse elaborada contemporaneamente ela contemplaria como referencia todos os elementos do planeta e pr efeito do Universo.
Existe neste contexto, uma plausibilidade que a ciência contemporânea estreitou proximidade com as grandes tradições místicas. No contexto filosófico delas, a morte não se tipifica em literal fim e a vida após o evento terminal é um fato. A crença propagada na existência da morte, como extinção individual, desencadeou a não contemplação de um longo período, e corrompeu o mundo todo. Não se planeja mais o tempo futuro, pois, simplesmente se vive ambicionando os prazeres e desejos íntimos do ego. A natureza do sistema capitalista é um condicionamento de vida provedora de desejos insaciáveis. A quinta raça está destruindo a Terra e a si mesmo. Supostamente se concretiza que não existe a morte como naturalmente a consideramos. A morte ganha vida, simplesmente porque não se desenvolveu uma racionalização plausível e absoluta do que a vida é realmente. Isto se deve ao fato que ainda nos encontramos em um estágio onde os inconscientes da vida se dispõem no contexto de sua ausência de morte.
Diante dessa superficial contemplação, se demonstra agora, que os que questionam o que ocorre após a morte ingenuamente o racionalizam por não lhes ter ocorrido nada no período de desfrute da vida. Dentro deste suposto universo de Tánatos, onde se contempla tudo, mas não se chega a conclusão alguma, ocorreria a necessidade de um nascimento que transcenda o que é concreto e condicionado, para que o ciclo vital nos entremeie em sua abundância. Ao se alcançar o conhecimento sobre a essência vital, se descobre o renegado macro universo da morte. O reino de Tánatos é simplesmente uma transição de um estado em constante metamorfose da consciência para outro que possui um ciclo semelhante, sendo que a única coisa que morre é a própria morte.
Isto se dá, porque o que antes pertencia a um corpo hoje, amanhã pertencerá a outro. E continuará este ciclo, até se findar a energia matriz, que dá existência as menores e ainda desconhecidas partículas que formam a essência de um átomo, ou outra coisa que se consiga descobrir.

Diante disto, é plausível que o pai viva no filho. Que exista uma reencarnação, transmigração, vida eterna ou outro fenômeno pregado pelo misticismo. Porém, sob outra forma, isto porque, o corpo físico morre, fornecendo seus átomos e energia a outros seres. O que morre é a carne. Mas a existência continua. Quanto à alma ou consciência, isto também não morre, porque é energia propagada. 

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