domingo, 6 de outubro de 2013

ELEIÇÕES PARA DIRETOR DE ESCOLA.

PUBLICADO NA TRIBUNA DA BARREIRINHA nº21/dezembro 2011. 

ELEIÇÕES PARA DIRETOR DE ESCOLA.

Dia 23 de novembro de 2011 ocorrerá em todas as escolas pertencentes a rede pública estadual o processo de escolha do “gestor escolar”. Palavras bonitas e técnicas como “consulta da comunidade escolar” (que significa eleitorado) e “gestor escolar” (diretor), expressam o principio democrático constitucional. Que fantasiam uma realidade não muito diferente dos pleitos eleitorais que escolhem os “representantes do povo”.
Pois, esta observação deve-se em virtude do raciocínio que é na escola que se aprende ou recebe informações complementares sobre o exercício da cidadania. Sendo que é nela, onde é corrigida as “falhas” existentes no contexto do exercício da ideia coerente legal de cidadania.
Para o presente leitor é notória a boa intenção estatal, social e filosófica que norteia este evento cívico. No entanto, quando observada a sua pratica e vivenciada na pele, o que se conclui é que este é um raciocínio hipócrito.
Pois, o cujo processo de consulta a comunidade escolar é o reflexo de um pleito eleitoral normal. Ou seja, boatos e fofocas para atingir um objetivo; “crimes eleitorais” (boca de urna, compra de voto,...); divisão de grupo, interesses que transcende ao interesse escolar, valores contraditórios do eleitorado (voto a favor da simpatia, do candidato menos rígido, do utopista,...); candidatos despreparados (os que acham que se aprende fazendo); interferência de políticos; uso do grêmio estudantil e Associação dos pais e mestre como ferramenta direta de campanha; confusões e brigas no dia da eleição;... ou seja, não muito diferente das eleições gerais. Porém, com um agravante, isto tudo é praticado por professores e pessoas que a princípio deveriam estar desenvolvendo algo contra este tipo de manifestação. Já que, um dos objetivos desse tipo de evento cívico é mudar a mentalidade e combater os vícios eleitorais nas futuras gerações!
Resumindo, quem perde com tudo isto é o próprio ensino. Pois, passada as eleições os adversários políticos estarão convivendo no mesmo ambiente; a instituição escola sofre um desgaste, já que a união do grupo em prol da educação esta corrompida. Principalmente se levar em conta que as pessoas misturam problemas pessoais com particular. Sem contar que as futuras gerações se corrompem com este sistema viciado.
Deveriam ser as pessoas as principais propagadoras da democracia e da cidadania. No entanto, os seus atos a afrontam a tal ponto que chega uma hora que ocorre a inviabilidade da mesma. Pois, deixa de ser democracia e passa ser uma outra coisa contraditória a ela.
Será, que devido a estes problemas a comunidade escolar não esta caminhando e fortalecendo a criação de um sistema de direção como existe em São Paulo? Ou seja, lá para ser diretor, tem obrigatoriamente passar por um concurso publico especifico a função de gestor escolar. Sendo, que ao passar, o mesmo assumi a função onde existem vagas disponibilizadas. E por ser uma função especifica (que não se confunde com a de professor) a rotatividade varia conforme o desempenho da função.
Diante disso, o que seria melhor? Uma função burocrática estatal ou uma função burocrática política? As atitudes respondem por si próprias a esta questão?

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