segunda-feira, 21 de outubro de 2013

HOMEM - PARTE 1

Até onde se sabe ou é permitido saber, só existem “teorias” sobre o surgimento da vida e do homem, não uma verdade absoluta. Neste contexto, para relatar a caminhada do homem no planeta, é necessário descobrir em um primeiro momento, onde supostamente apareceu ou como apareceu vida. Para depois, narrar como hipoteticamente ocorreu a gênese do homo sapiens sapiens.
Isto se deve, porque o homem é um ser que se relaciona a vida, mas se desvincula de seu processo cíclico. Parece ser um ser alienígena em processo de adaptação ou transição no contexto do planeta, no que tange suas ações desproporcionais ao equilíbrio natural. Possui geneticamente a mesma estrutura de outros seres vivos, mas se diferencia e compromete o meio em que vive, como se o ambiente em que se faz presente não fosse o seu real habitat natural. O ser humano se comporta como um encarcerado no planeta, e não como um ser realmente livre.
Por diversas motivações e condições científicas e não científicas, o mistério da   origem da vida ao decorrer dos tempos terráqueos, teve por incontáveis vezes diversificadas teorias racionalizadas por profetas, filósofos e cientistas. Muitas dessas teorias não passam (hipoteticamente) apenas de estórias lendárias, no entanto, outras, também dentro de uma plausibilidade, possuem um maior grau de credibilidade, por estarem contextualizada no que tange determinada lógica e fundamentos científicos. Mas a grande verdade, é que ninguém até onde se pode contemplar, descobriu este segredo.   
Pois, até onde é possível saber ninguém conseguiu fazer a vida, ou seja, integralizar energia com a matéria e fazer algo espontaneamente funcionar (viver), e posteriormente explicar o que ocorreu.
Um exemplo, da busca pela verdade absoluta, são as diversas teorias que surgem, e tempos depois perdem credibilidade e às vezes ressurgem conforme a filosofia e as considerações científicas encontram novos paradigmas.  Neste contexto, de teoria que um dia foi plausível, mas que devido ao desenvolvimento científico e filosófico humano foi desconsiderada por experimentações científicas simples a mais de um século passado em relação ao terceiro milênio depois de Cristo.  Cito a hipótese da Geração Espontânea ou cientificamente denominada abiogênese, ou seja, a vida que tem origem a partir de elementos não animados, denominados de abióticos.
Entre as hipóteses científicas parcialmente aceita é a Panspermia Cósmica, esta teoriza que o Planeta Terra, supostamente tenha sido contaminado por seres vivos microrgânicos originados em algum astro do cosmo, ou seja, que migrou de algum lugar  do espaço sideral, através de meteoros. Estes microrganismos teriam encontrado no ambiente do Planeta Terra condições favoráveis para se desenvolverem e evoluírem. Esta teoria não é plausível entre a comunidade cientifica pelo fato de que as formas de vida que contemplamos na contemporaneidade, supostamente não resistiriam às adversidades do espaço sideral, como também, só explicaria o aparecimento da vida no Planeta Terra e não a  origem da vida. Outro fator de questionamento, é que não é provada a existência de seres extraterrestres, até onde se sabe, e o que se permite saber.      
A hipótese com maior credibilidade no plano científico é a Biogênese. Esta é uma teoria plausivelmente aceita (por enquanto) por uma grande parte da humanidade na atualidade. Segundo esta hipótese, os seres vivos surgem a partir da evolução de outros seres vivos, descartando, até que se prove o contrário, a possibilidade do surgimento por seres abióticos. Porém o grande questionamento é como surgiu o ser vivo matriz?
E dentro de um contexto social, hipoteticamente desvinculado do científico, existem as teorias Teológicas, relacionadas a doutrinas religiosas, que expressam que a vida surgiu a partir da vontade de um ser sobrenatural conhecida.      
A partir destas hipóteses se ramificam teorias que tentam contemplar quais seres vivos surgiram primeiro na Terra. Estas teorias foram denominadas de Autotrófica (hipótese sobre os organismos vivos que produzem seus próprios alimentos) e a Heterotrófica (que diz respeito aos organismos vivos que não produzem seus próprios alimentos). A comunidade científica se simpatiza mais com a teoria Heterotrófica. Mas não descarta a hipótese Autotrófica.    
Outra teoria que ganha plausibilidade entre a comunidade científica é a denominada de Evolução Química. A qual se desenvolve no contexto da exploração científica relacionadas às biomoléculas e nos episódios que supostamente tenham ocorrido no que tangeu as condições climáticas do Planeta Terra a teóricos bilhões de anos passados. Admiti-se, até provar-se o contrário atualmente, que composições inorgânicas simples reagiram com gases presente na atmosfera terráquea, e teoricamente poderiam ter originado aminoácidos, nucleotídeos e outras moléculas orgânicas mais complexas, tornando-se pioneira das proteínas e dos ácidos nucléicos.
Supostamente no século XXI Cristão, em seus anos iniciais, foi compartilhado com o mundo, a revelação científica que alguns exemplares de ácidos ribonucléicos (RNA) possuem a capacidade de se desagregarem quando ocorre a falta de proteínas. Isto fortalece a plausibilidade da teoria que expressa que os pioneiros seres viventes seriam ancestrais de RNA, sendo capazes de realizarem uma forma primitiva de reprodução. Na tentativa de provar esta hipótese, os pesquisadores tentam reproduzir em laboratório as prováveis condições do planeta Terra, do período geológico que condicionou o aparecimento da vida.
Porém, mesmo se utilizando de diversificadas técnicas de experimentação científicas, com todo o suporte tecnológico presente e em constante evolução na contemporaneidade, o ser humano ainda se encontra distante de chegar a uma conclusão plausível sobre suas origens, até onde é permitido saber.
No que tange estas várias teorias demonstradas, são raras atualmente as que possuem sentido mais plausível ou não recebem muita credibilidade, hipoteticamente por falta de provas mais concretas ou por outros motivos. Tem-se conhecimento apenas, que a origem da vida é um suposto e plausível mistério para a grande maioria da humanidade, e que a cada mínima contemplação, a ciência se aproxima mais de novas hipóteses, mas ainda está distante de uma conclusão exata e pertinente a aceitação “social”.
Como se percebe, não existe até onde se sabe, concordância sobre como a vida surgiu no Planeta. Porém, no que tange o homem, esta discordância aumenta. Muitas vezes geradas por questões sociais estruturais da civilização humana, do que propriamente por falta de “provas científicas”.  Neste contexto, apenas como aspecto informativo, é teorizado dentro de uma determinada coerência ideológica, social e política, que o ser humano sob a perspectiva da Teoria Evolucionista, é um animal recente na história geológica do Planeta Terra. Pois, seu ancestral e também de todos os primatas existentes no planeta, surgiu à aproximadamente dez milhões de anos atrás. E os primeiros homens com todas as características do ser humano atual só apareceram no contexto do planeta, a cerca de cem a cento e cinquenta mil anos passados. Surge então o mais devastador predador que o planeta já testemunhou.
No contexto da Teoria Criacionista, o ser humano foi criado por uma entidade mística superior, o que sob este ponto de vista, vai variar de tendência religiosa para tendência religiosa. No entanto, em todas as tendências, sempre o homem é o último elemento a ser criado.
Outra teoria sem muitos adeptos, devido a sua complexidade profana sobre o surgimento do homem e dos outros seres vivos existentes e que também dos que não existem mais, diz respeito que o homo sapiens sapiens é descendente de colonizadores alienígenas com a mesma característica humana. Oriundos de outro planeta, que aqui na Terra se fixaram e tentaram reproduzir um ambiente parecido com o de seu planeta natal, mas que por algum motivo, sofreram um retrocesso técnico e perderam o controle do projeto inicial. A partir desta teoria se ramificam outras, que se vinculam ao misticismo e a ciência,..., ou seja, o homem a princípio, só sabe para onde vai (morte), mais pouco sabe sobre sua origem.
Mas faria alguma diferença? Será que anteciparia o fim de seu ciclo, a partir de seus próprios atos destrutivos?

O mistério não esta na vida, e sim no processo que desencadeia o fim do ciclo existencial do homem poderoso. E não do homem comum. Pois, para o homem comum, o que importa é sobreviver e satisfazer-se com o sistema, independente da ideologia aplicada sobre ele.  
   Texto extraído da obra  "Librorum Prohibitorum" (ainda em processo de construção).

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