quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O PATROCINADOR DO TRÁFICO DE DROGAS

Artigo publicado na Tribuna do Centro nº 02 - abril/2012 e na Tribuna da Barreirinha nº 25 - abril/2012 (Jornais de bairro da cidade de Curitiba).


O PATROCINADOR DO TRÁFICO DE DROGAS

Apesar da notória evolução cultural e de consciência atingida pelos seres humanos, muitos ainda são tentados pelo “proibido” a ponto de não resistirem a sua sedução e por efeito o desbravarem para descobrir seus “segredos”.
A proibição é uma convenção humana, criada a partir de experiências no contexto das ações e reações por um ser ou grupo, cujo as consequências foram ruins e geraram problemas que afetam direta e indiretamente a sociedade. Sendo que algumas dessas experiências são tão daninhas, que resultaram por necessidades na criação de regras e leis rígidas que proíbam estas ações.
Contemporaneamente a utilização de entorpecentes ilegais (drogas) é convencionado socialmente como proibido. A tal ponto que isto não é desconhecido de ninguém independente de idade, condição social e intelectualidade. Porém, o proibido é sedutor e tenta aqueles de personalidade e racionalidade manipulável. Diante desta triste situação, algumas pessoas tiram proveitos daquelas que desafiam o proibido como ato de solução de problemas ou pela simples satisfação de mostrar que é “corajoso”. Se cria então uma relação interdependente. Onde o traficante depende do vício do usuário e o usuário depende do produto do traficante. É uma relação registrada em manchetes jornalísticas, que praticamente banalizou-se. Principalmente depois do advento da Lei 11343/2006 que em seu artigo 28 garantiu a sustentação desta relação, já que a mesma transformou o usuário em doente e não mais em criminoso. Ou seja, afasta a punição de prisão e a reverte a obrigação de tratamento do usuário. O qual a principio é mantido pelo SUS.
Foi em sua gênese um artigo visionário e humano. Porém, que não se concretizou na pratica, se agravando e por efeito fortalecendo o trafico. Já que o artigo 28 garante o cliente para ser explorado pelo trafico. Um exemplo é o surgimento de lugares de grande concentração de usuários, como a Cracolândia, a invasão de construções em Madureira/RJ por viciados... Porém, não é necessário ir até a estas localidades, pois no Largo da Ordem e ruas próximas em pleno horário comercial é possível encontrar usuários utilizando drogas como se fosse um doce! Ou seja, se o usuário fosse punido, talvez esta situação não existisse, diminuindo assim os potencias e notórios focos de violência, vandalismo e vadiagem nas cidades.
Mas a questão é o usuário, ou seja, o ser de livre arbítrio que é a peça chave da manutenção da existência do trafico. Pois, sem usuário, não existe sustentação financeira para o trafico (não havendo lucro, não existe vendedor).
Os governos sabem disso, e por isso investem recursos (que poderiam ser utilizados em outros setores), em campanhas, projetos e programas escolares contra o uso de “drogas”. Porém, o livre arbítrio mal resolvido de certas pessoas, pende em prol de enfrentar o proibido, e quem procura uma fuga para pequenos problemas, são arremessados para um problema real, mas isto todos sabem, o problema é que tem seres que não acreditam ou sequer pensam sobre isto.
Diante disso, se questiona: não esta na hora de aperfeiçoar o artigo 28 da supracitada Lei e voltar a penalizar com a prisão a pessoa (reincidente no uso e porte da “droga”)? Pois independente de doente ou não, a atitude do usuário, passa uma ideia aos seres de personalidade manipulável que não entraram no mundo das drogas, que usar drogas “não dá nada!”, é maneiro! E para as pessoas de bem, a ausência do Estado em tomar providências,...
Infelizmente a preocupação do legislador em tentar recuperar o usuário, não considerou que com o tempo, o usuário acaba se tornando um “potencial” assaltante, delinquente,..., devido ao fato de ter que sustentar o vício, ou seja, vai preso do mesmo jeito, só que desta feita causando danos graves de forma direta a sociedade.
Usuários sofrendo consequências do entorpecente russo "crocodilo"
http://clavedosul.blogspot.com.br/2011/11/crocodilo-droga-russa-mais-devastadora.html




Antonio Ilson Kotoviski Filho. É professor de História, Bacharel em História, Especialista em História do Brasil, Mestre em Ciências da Educação, Bacharel em Direito, historiador, Colunista (Coluna Nossa História) da Folha de Tamandaré, Colunista da Tribuna do Centro e da Tribuna da Barreirinha e poeta. 

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