quinta-feira, 3 de outubro de 2013

TRIBUNA DA BARREIRINHA nº 18/setembro 2011.

No ano de 2011 recebi a oportunidade de escrever para um jornal de um bairro curitibano (Tribuna da Barreirinha), no entanto ao invés de escrever sobre a história, me foi proposto escrever sobre assuntos polêmicos.  Meu primeiro artigo tinha o seguinte teor:

VANDALISMO: O VILÃO DO DINHEIRO PÚBLICO E PRIVADO.

Engana-se quem pensa que só a burocracia, corrupção e gastos mal planejados pelo poder publico sejam os principais responsáveis pelos rombos que se tornam notório no contexto estatal.
Eis, que uma manifestação humana permanente e destrutiva que afronta o bem público e particular. Desprovida de motivação “especial”,  “justificativa” e compreensão lógica para o cidadão de bem denominada de vandalismo, é nas grandes cidades brasileiras e regiões metropolitanas uns dos maiores vetores do desperdício de dinheiro público e particular. Porém, por ocorrer de forma isolada e por este motivo “aparentar um gasto muito pequeno” em relação aos grandes escândalos de desvio de verbas públicas e coisas do gênero, esta manifestação acaba se camuflando escondendo sua verdadeira face.
Pois, o leigo imagina que o gasto é só na sua rua. Já ao cidadão mais observador com uma visão mais ampla, começa a somar os prejuízos causados por vândalos na sua rua com os prejuízos da região. E relaciona a esta conta desde a depredação de placas, destruição de telefones e iluminação publica a gastos com manutenção ao prédio das escolas devido a vandalismo. Descobre então que o prejuízo não é de R$ "x".00,00 para a troca de uma lâmpada quebrada (pois, não é apenas uma que é quebrada). Mais sim de mais de R$ "xy".000,00 ("x" mil reais mensais), que se tipificam desde na manutenção da rede elétrica, telefone, iluminação pública, pintura, placas de trânsitos,... resumindo o dinheiro que iria para melhorar a infra-estrutura de nossas cidades é usado para apenas manter funcionando a mesma.     
Um exemplo: só para trocar uma lâmpada de rua quebrada, o contribuinte gasta indiretamente R$ "x".00,00 se tiver sorte. Pois, geralmente quando a lâmpada é quebrada, o braço e a luminária tem que ser substituído, além da substituição do reator que fechou em curto. Resumindo, a “brincadeira do coitadinho do jovem” custará em torno de R$ "x",00! Porém, este valor quando somado com 100 (cem) locais de quebra de lâmpada dará mais ou menos R$ "x".000,00. Isto só para manutenção mensal de lâmpadas quebradas.
Diante deste exposto, o afrontador do art. 163 do Código Penal, deve receber maior atenção da sociedade. Independente se criança ou adulto. No entanto ocorre um outro problema. O vândalo é tão prejudicial para a sociedade que quando é pego, provoca um gasto burocrático. Além de sobrecarregar o poder judiciário com esta ação que poderia ser combatida no seio familiar, religioso e educacional. Já que o ser humano não nasce como vândalo. Ele aprende a ser vândalo.     
O vandalismo não tem idade e condição social. E infelizmente o vândalo pode estar morando junto a nós e nem percebemos. Mas notamos seus estragos! E ele também não percebe muitas vezes que o que faz é crime! Pois, desconhece o texto legal do Artigo 163 do Código Penal que cita: Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia: Pena-detenção, de um a seis meses, ou multa.
Dano qualificado:
Parágrafo único. Se o crime é cometido:
I- Com violência à pessoa ou grave ameaça;
II- Com emprego de substância inflamável ou explosiva, se o fato não constitui crime mais grave;
III- Contra o patrimônio da união, estados, município, empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de economia mista;
IV- Por motivo egoísmo ou com prejuízo considerável para a vítima:
Pena de detenção, de seis meses a três anos, e multa, além da pena correspondente à violência.
Ou seja, vandalismo é crime. Sendo que a melhor arma contra ele é a denuncia, a qual deve ser feita com provas. Exemplo: uma filmagem ou foto feitas pelo próprio celular do momento da ação daninha. Da mesma forma, que o povo tem que perder o vício de reclamar no rádio exclusivamente pela falta de manutenção e ir direto ao órgão competente e também delatar os que destroem e exigir providências. Pois, dinheiro público gasto com a manutenção gerada pelo vandalismo é patrocínio para o dano se a depredação não cessar.   
Outra arma contra o vandalismo, é educar e cuidar das futuras gerações. Pois, filho não é apenas uma grande benção, é uma responsabilidade e o futuro da sociedade!




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