sexta-feira, 1 de novembro de 2013

DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS


O fim de ano esta chegando e com ele o término das atividades escolares. Nesta época é possível observar uma prática comum, mas reprovável por quem tem consciência e contraditórias a realidade humana de muitos, mas aceita por muitos leigos e ignorantes de fato, por verem nela a expressão de alegria do estudante que passa de ano ou que passa no vestibular.

A ação comemorativa que me refiro é a quebra de ovos e a posterior utilização da farinha de trigo que é jogada sobre os estudantes.

Por que sou contra a esta pratica?

Primeiro que ovo e farinha de trigo são alimentos. No entanto, apesar das pessoas saberem disso, elas não relacionam estes fatos com desperdício alimentar. Tão pouco raciocinam dentro da seguinte lógica: “esta “tradição” não é isolada, ou seja, não é um ovo só que esta sendo quebrado, mas sim milhares, se partir do princípio que no Brasil existem mais de 5.000 escolas. Se em cada uma dessas escolas apenas um aluno quebrar apenas um ovo, teremos o resultado somando todas as incidências de 5.000 ovos. Porém, é lógico que são quebrados mais o que faz com que absurdamente sejam quebrados (desperdiçados mais de 50.000 ovos dentro de uma perspectiva baixa). É logico que existem instituições que reprimem esta “tradição”. O mesmo raciocínio vale para a farinha de trigo 1 kg x 5.000 (no mínimo)”.       

O Brasil é autossuficiente na produção de ovos. No entanto temos que importar trigo! Este é um dos muitos motivos de nosso pão ser caro.

Porém, o mais agravante é saber que em muitos países da África, pessoas ficam sem comer por dias, ou seja, “um simples e misero ovo e um pedaço mínimo de pão seriam um abençoado banquete”. Porém, enquanto isto no Brasil, desperdiçamos comida para expressar alegria!

O engraçado é a contradição de ação. Pois, os filhos de muitos doadores de alimentos, são os que praticam esta ação. Também a hipocrisia se destaca, pois muitos que vão na “igreja” e gritam por melhores condições sociais no sentido de combater a fome, são os que verem, participam e até defendem esta “tradição”, porque não pensam naquela conta simples que citei,...   


Para o bom entendedor o que escrevi já basta, mas para o mal entendedor e para aquele que acha isto uma bobagem, tudo que escrevi deveria estar em uma privada.

Antonio Ilson Kotoviski Filho é professor de História, Bacharel em História, Especialista em História do Brasil, Especialista em Geografia do Brasil, Mestre em Ciências da Educação, Bacharel em Direito, historiador e poeta.         

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