domingo, 1 de dezembro de 2013

NOSCE TE IPSUM


Bem vindo ao propileus que não faz parte desse Mundo Proibido. Já que é um universo a parte onde poucos visitam, pois acham que sabem tudo sobre ele. Este não é um Cosmo novo, mas contém todas as respostas necessárias para permitir entender a realidade que contemplamos.
Porém, por ser um mundo a parte, ele possui características complexas, não previsíveis, mas que oculta as respostas óbvias que só se revelam no mortal desafio de enfrentar os medos, receios e condicionamentos que forjaram a capacidade de contemplação do mundo que cerca aquele que é o Senhor desse mundo.
Não se surpreenda, esta em seu mundo, aquele criado por você! É o seu Reino, o começo de sua trajetória e o final dela. Nele poderá ser tudo e entender qualquer coisa no simples tanger de suas conclusões. Porém, seu mundo é mais um que se relaciona a outros mundos, em um sistema de interdependência, onde todos são todos sem ninguém ser igual.
O devir é o caminho pela contemplação do mundo que cerca os seres da quinta raça. Pois, tudo se liga e se integra. O segredo de um é a resposta para o enigma que afligem outros.
Quem somos? O que represento? Porque sou assim?...
Questões íntimas que inicialmente deveriam ser questionadas, são substituídas por questões direcionadas a outrem. Até trazem respostas, mas não as que permitem verificar o que move a realidade. Cada fio da rede tem uma particularidade. Mas seus pontos de partida são relevantes, já que são eles que forjaram a realidade.
Se cada ser soubesse o que ele é realmente, o mundo real desapareceria. Pois, a preocupação com a superficialidade das circunstâncias seriam irrelevantes junto com a hipocrisia ou vice-versa.
Então o problema dos seres é saber muito sobre o seu próximo e pouco sobre si mesmo. Sendo que o maior exemplo é ver pessoas recriminando no próximo, o que naturalmente fazem sem se darem conta.
Queria saber quem sou. Sei um pouco, já que me descrevo em cada ato presente. Porém, não consigo “me observar” de forma involuntária. Reconheço que as conclusões que tiro sobre mim, são aquelas que refletem no espelho alheio. Ou seja, não é a minha conclusão, é apenas uma observação feita por alguém, que até pode carregar uma superficial verdade, mas nunca a verdade absoluta sobre o que sou. Pois, esta verdade se encontra em algum lugar do vazio intimo de cada ser humano. Um lugar onde não existem guias para mostrar um caminho até elas. Apenas incentivos forjados nas reflexões sobre as observações alheias que intercepta qualquer ser racional.  
Quem sou realmente? Não quero esperar a morte para descobrir, já que é nos últimos passos quando arremessados ao contexto do que não vivemos, nos arrependimentos, satisfações e por efeito da soma disso, que se chega a conclusão para a nossa eterna questão. Por que existi!

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