quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O VAZIO


Com que olhos vê este mundo apresentado?
Esta é a inscrição disposta sobre o portão que transcende.
Espera algo que te satisfaça; que responda a seus questionamentos mais íntimos; que te permita entender alguma coisa.
O que viu se repete, como um ciclo. Existe o novo ocultado no velho. São metáforas que não deveriam estar aqui. Pois, tudo se repete.
Então porque continua? Eis que os mais “espertos”, já devem ter achado que perceberam uma antiga técnica de manipulação, que se dispõem no ato de repetir e repetir uma mensagem ocultada em contextos diversos. Que tira o foco da essência, sem fazê-la perder o seu potencial de induzir.
Porém, percebi isto, e racionalizei que reflito o meu cotidiano em ações de forma indireta. Já que sou vulnerável a esta realidade. Ou seja, a contaminação que corre entre nós é tão complexa e eficiente, que mesmo alerta somos manipulados a repetir o que recepcionamos. As vezes questiono a fé por isto. E racionalizo se realmente ela esta em mim. Se tudo não passa de uma grande doutrinação que transcende o comportamento sub-nuclear.
Mas as coisas acontecem. Coisas, que assim defino, porque não tenho como defini-las.  Como eu queria ser iluminado e questionado por alguém de credibilidade que carregasse a verdade pura e absoluta! Talvez até já esteja, e este questionamento não esteja se apresentando dentro de um contexto convencional. Pois, é o universo do que não se entende.
Percebo os erros e corrijo. Mas, sobre a influência de qual condicionamento? Meus erros poderiam ser observados por outrem. Mas que condicionamentos norteiam os que me julgam? Os erros que eles vêem em mim, nem sempre se configuram em erros na minha visão? E daí, como chegar a uma conclusão plausível?
Eu julguei, valorei, opinei, sugeri. Mas, se tudo que teci estiver errado e corromper o meio radicalmente? Mas o meio vital só evolui porque se corrompe! É complexo julgar o que se supõe que entende. Imagine então as coisas que não se entende.
Eu falo de fé, sem ter movido uma montanha! Eu acho que acredito. Mas talvez eu não tenha movido uma montanha, mas possivelmente alterei um acontecimento crucial em um momento de minha vida, que tinha tudo para seguir um resultado lógico. Porém, nem percebi. Nem tenho certeza que isto aconteceu! Mas, acho que já a vivenciei, acho!
Eu julgo para ser julgado. Para achar respostas que estão em mim, mas que outros a verem de forma nítida, mas não a denunciam por algum motivo. Eu vejo nos outros o que faço! Talvez seja isto o problema de todos.  
A este portal que nada me diz, dizendo que as respostas estão dentro de mim. É a reação que nos responde a cada julgamento e decisão que tomamos. Mas quem não sabe disso? Mas é aplicado na pratica isto?
Palavras são poderosas, impressionam os fracos, corrompem os que se acham fortes, ressoam nos ignorantes, mas não se propagam no vazio. O vazio quântico/místico que é o mesmo. Pois, é para onde vamos. Um vazio que sem pedir, sem estar presente porque é o tudo e o nada, nos impõe a fé para o entendê-lo.
Julgue o vazio, o nada. É fazer dele o que imaginamos. O nada é preenchido por nós junto com todos. Mas mesmo assim, continua sendo o vazio! É no vazio que se encontra as respostas. A filtragem do que todos compartilham involuntariamente. Então se descobre, que a verdadeira essência, esta entre as coisas que não se entende. Mas que se oculta naquilo que elegemos e somos condicionados a eleger como foco principal. Tão lindo, tão maravilhoso, que nos cega.
As pessoas que me julgam são minhas reflexões compartilhadas no vazio, captadas de pontos de vistas, experiências e considerações que transcendem o meu tempo, mas que foram guardados por uma suposta memória atômica, que se compartilha e forma a onipresença. Por isto deus esta em tudo, e em todos! Mas qual deus?
Não sei para onde as sub-partículas vão, mas sei por onde elas passam e passaram. Julgue a tua fé, não dentro do contexto místico, mas do contexto intimo. E descubra onde vai chegar. Talvez chegue, onde você não queria, ou seja, em um vazio, formado por tudo.
Nada nos preenche a ponto de transbordarmos. Talvez sejamos um copo cheio realmente. Mas este esta na superfície, não na essência.  É a essência vazia que nos faz evoluir para todos os sentidos. Mesmo não havendo sentido no vazio. Já que se parte do nada ao lugar algum! É estranho adentrar em um lugar onde tudo esta, e só encontrar o vazio.
E tudo se repete. Mas isto, porque não se atingiu o vazio, o verdadeiro fundo do copo!  

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