sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

DIAS QUE NÃO ENTENDEMOS


A Natureza levantou armas às anomalias que corrompem seus fios interdependentes, respondendo sob os mesmo critérios daqueles que os afrontam. Sem piedade, convocou seus anjos para caminhar entre seus inimigos e colherem o ciclo existencial destes.
O predador ganhou vida, caminhando entre trevas, ocultado nas sombras de suas vorazes e daninhas presas. Não teme o que vê, pois não poderá ser visto, apenas temidos e implorados a dar a misericórdia. É um demônio que transforma sonhos em pesadelos. Um anjo que não se compreende. Pelo seu caminho, o que era predador agora vira presa. Os lobos se tornam ovelhas a serem abatidas por um ser que não tem rosto, que não deixa marcas. Um ser que caminha ao lado de sua presa sorrindo, sem ser notado.
Ele não respeita a vida, daquele que conspira contra a vida alheia. É um ser que parece ser desprovido de sentimentos, mas que escuta o que não é escutado; que vê o que não é visto; que sente o que não é sentido sem ter sentimentos. Ele é o promotor, advogado e juiz. É a esperança e o fim dela. É o Terror no meio dos propagadores do caos.
O predador não pode ser parado, nem condenado, tão pouco subjugado. Pois, ele será o tigre no meio do cárcere, caçando touros. Deve ser reconhecido como lenda, um Anjo da Morte que caminha entre os inimigos da Ordem. Ele não se vangloria, porque a presa caçada e existencialmente interrompida, não é digna de trazer a glória, isto ocorre, porque ela nunca a carregou, mas poderá carregar, quando o extremo caos reinar e a cíclica revolução raiar.
O predador é um inofensivo Copo de Leite, bonito, elegante, discreto, que esconde em suas inocentes pétalas brancas as suas toxinas, que assim que tocado pela boca de um conspirador, este viaja por sua existência, e se redime num leito de perdão cármico.
O predador é um guardião, caçador e exterminador que interfere no ciclo existencial das renegadas anomalias sociais em suas variadas e diversas manifestações que impregnam e infestam o planeta.  
Justiceiro? Mas o que é justiça?
Malvado? Mas o que é maldade?
O legionário não se guia por conceitos nem pelo o que é certo ou errado. Mesmo sendo isto um conceito. Norteia-se pelo que acontece e prejudica o ciclo da vida. Ou seja, pelo aquilo que põem em xeque a sua sobrevivência, que a propósito, é a mesma que nos permite viver. Este é o espírito proibido do anjo predador. O espírito que se oculta no lado mais sombrio do ser, e que se liberta quando a hipocrisia, não mais sustenta seus interesses morais e éticos. 
Este não é o um espírito que se deva deseja possuir, mais é uma alternativa terminal a aceitar, rebelde, insurgente dentro de um contexto onde lendas e mitos criaram vida. E sobre a Terra resolveram caminhar, para trazer a escuridão definitiva em um mundo onde o caos e o terror já tomaram naturalmente conta. Fazendo dele o seu Império; seu Estado; seu domínio.  E das pessoas seus súditos e fonte de existência.
Um inferno paraíso particular dos seres humanos. Que muito rapidamente se afasta do controle do supremo bem celestial como também do supremo mal! Uma nova era rompe o horizonte. Totalmente séptica e carregada de conhecimento, mas desprovida de sabedoria. Intelectualmente ignorantes. Um mundo que não interessaria para qualquer reino sobrenatural, se é que eles existem. Pois, significa o começo do fim, e o fim do começo. O desequilíbrio das forças elementares do Universo. Uma nova ordem de poder anárquica, que “destrói para sobreviver”. Que se contradiz e muda de direção tão rápido quanto o vento. Do mal tirando proveito e do bem fazendo fortuna. Eliminando propositalmente do vocabulário a ideia condicionada do bem e do mal. Se aproveitando por interesse de uma condição real única denominada “consequência e consciência”. Que não traz o mal e tão pouco o bem, porque isto realmente não existe, mas se torna uma boa ferramenta se bem utilizada nesse período que o homem vive. Quando realmente algo existe, fingem desconhecerem para não interferir em seus íntimos interesses. Por que tudo isto é um acontecimento natural teorizado e pré-determinado com possíveis variáveis!
Loucura profana? Então o que vemos é ilusão?
Não leram nada ainda! E tão poucos vão temer algo assim até verem o que não é para ser visto. Porém, já sentem no cotidiano vital o caos tocá-los,...
Eis que os homens da raça de ferro deixaram florescer o seu pior lado de  predador! Dominaram o segredo da vida, tornaram-se “deuses”. E da vida cotidiana, a tornaram tão agitada e evolutiva, que os leva ao regresso. A barbárie não é mais uma expressão capaz de explicar tão objetivamente o que ocorre nestes tempos (Tempo: invenção humana sem fim e nem começo, que dá uma perspectiva de passos até a morte física ou “material”).
Nesses tempos os homens de ferro perderam seus sentimentos, restando apenas o instinto natural de sobreviver (nascer, crescer, procriar e morrer!), e o artificial de viver (enriquecer, alcançar poder, ser famoso). O conhecimento tornou o homem ignorante (é tão notório, mas que poucos observam e por este motivo que isto deve ser repetido).  Pois, sabem de tudo e explicam tudo! Porém, desconhecem a sabedoria mesmo tendo criatividade. Como se criatividade e inteligência, fossem sinônimos de sabedoria. Mas se houver interesse que assim seja e provavelmente assim será. Eis, que é o homem que define o que melhor se adapta a sua realidade.
Um mundo técnico, de luxo e prazer viciado. Sem passado! Eis que o passado morre com a evolução. Desaparece o que não é interessante para não contaminar a nova ordem. Para ocultar o que notoriamente ganha outro nome e novas configurações. Que poucos verem, mas se calam. Caso contrário, ocorre um assassinato: o da credibilidade de quem vê e fala. Pois, a sociedade não quer mártires. E sim, paranóicos sem alma.  
Ativistas, reacionários,... para o “Estado de Interesses” (uma instituição que não existe), estes são libertinos! Os seguem quem bem entendem! Pois, não existe um “contrato-social” entre homens. E sim uma “moda nova”, um estilo hipócrita de expressar-se que está preocupado com algo de “interesse” comum!
Muitos poderiam dizer que Lúcifer esta por traz disso tudo. No entanto, quem é Lúcifer nesta época? Quem é Deus? Os homens não os reconhecem em suas essências como deveria. E esta nova concepção os enfraquece para “tomar qualquer providência”. Pois, o mal não existe sem o bem e o bem não existe sem o mal! Mas na Terra os homens estavam provando o contrário!
Isto não é ficção, é o mundo que todos percebem, mais por falta de coragem, repercussão negativa, hipocrisia ou cegueira, não admitem. É a influência da domesticação social, que cria uma espécie de “genjutsu” (palavra mais apropriada para a explicitação desta situação que significa técnica de ilusão (fictícia) a qual confunde e enganam os cinco sentidos: paladar, olfato, visão, audição e tato). Criando uma realidade necessária e insubstituível de sobrevivência e moldando limitações nos caráter dos seres. As quais os impedem de realizarem uma atitude grandiosa a ponto de salvarem a sua sobrevivência a  de seu semelhante sob uma direção de uma nova alternativa de sabedoria, harmonia existencial e de progresso real e não plausível sob a luz de interesses de um grupo lendário.
Esses dias são o passado,  presente e o futuro em um contexto único.        

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